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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fonoaudióloga baiana cria aplicativos para crianças autistas - Fonte: Assessoria de Comunicação do CREFONO 4

Fonoaudióloga baiana cria aplicativos para crianças autistas

É crescente o número de pessoas no mundo que faz uso dos recursos tecnológicos disponíveis nos aparelhos de smartphones e/ou tables disponíveis no mercado. E é nesse universo que a Fonoaudiologia está pegando carona. Desde 2009, a fonoaudióloga baiana, Bárbara Fernandes, desenvolve aplicativos para crianças com problemas na voz, linguagem, gagueira e autismo.

Residindo nos EUA há nove anos, a profissional conta que começou a criar aplicativos depois que atendeu uma criança com autismo. A partir daí decidiu unir a Fonoaudiologia à área tecnológica e fundou a empresa Smarty Ears, referência na área.

Seus aplicativos - a grande maioria em inglês - podem ser adquiridos na App Store a partir de R$ 20. Sucesso nos EUA, seu grande objetivo é expandir as vendas no Brasil. Hoje, das mais de 40 opções disponíveis, apenas 11 estão em português.

Confira na íntegra entrevista com a fonoaudióloga:



Você é responsável pela criação de mais de 40 aplicativos para Ipad, Iphone e Ipod para crianças com autismo e outras dificuldades de comunicação. Em qual área da Fonoaudiologia ele pode ser utilizado?

Hoje temos cerca de 43 aplicativos em inglês, nove em português e oito em espanhol. Os aplicativos são diversos, e temos para avaliação de fonologia, disfagia, voz, gagueira, comunicação alternativa, assim como aplicativos para terapia de articulação e fonologia, linguagem, voz, gagueira, etc.

Desenvolve aplicativos para sistema operacional Android ou apenas para tecnologia Iphone?

Há um ano criamos dois aplicativos para Android, mas como existe um diversidade muito grande entre os aparelhos tablets de Android, isso torna-se quase impossível criar aplicativos que sejam compatíveis com Android. Isso sem contar na quantidade de tablets de muito baixa qualidade onde na maioria das vezes as pessoas compram e não usam por mais de umas poucas semanas. O Ipad é o aparelho usado por 98% das fonos nos EUA para a terapia.

É cada vez mais crescente o uso da tecnologia no tratamento fonoaudiológico?

O uso de tecnologia na Fonoadiologia teve um crescimento impressionante nos EUA nos últimos três anos. Crianças com autismo estão fascinadas com o uso do Ipad, uma tecnologia que é multisensorial: as crianças tocam na tela, ouvem e veem algo acontecer o que facilita e estimula o aprendizado. Aqui aplicativos para fono são utilizados já por 60% das fonoaudiólogas. Muitas escolas, e clínicas compram os Ipads para as fonos, e as fonos e pais compram os aplicativos para eles mesmos.

Como surgiu o desejo de traduzir alguns desses aplicativos para o português?

O desejo de criar aplicativos em português sempre existiu desde a criação do primeiro aplicativo em inglês. Mas, o mercado brasileiro só agora está mais aberto ao uso de tablets. Vendo que várias amigas e familiares agora tem um Ipad, achamos que estava na hora de iniciar a criação de produtos em português.

Como você vê o uso desses aplicativos no tratamento fonoaudiológico aqui no Brasil?

Vejo o uso dos aplicativos para fono no Brasil da mesma forma que vejo nos EUA. Muitas crianças que antes não tinham como se comunicar, e dependiam de aparelhos que custavam mais de $ 12 mil (aparelhos de comunicação alternativa), hoje podem comprar um Ipad que custa $ 500, mais um aplicativo que custa $ 50 e usá-lo como aparelho de comunicação alterativa. Muitos pais agora também podem participar do processo de aprendizado diretamente de casa. Agora as fonos compram aplicativos, e também ensinam como os pais usar estes aplicativos em casa. Nós sabemos que com a participação ativa dos pais, as crianças têm um progresso na terapia muito mais rápido. Os aparelhos móveis facilitam isso.

Entre todos esses aplicativos, qual o carro chefe e para que público ele é destinado?

O aplicativo de maior destaque sem duvida é o "Academia da Articulação" - um aplicativo destinado a fonos para trabalharem com crianças com desvios fonológicos e erros articulatórios. Também pode ser um material para os pais utilizarem em casa com as crianças. O aplicativo oferece 700 palavras divididas por fonemas, com gravador de voz e relatório automático do progresso na terapia.



Como podemos visualizar seus aplicativos?

Simples, basta visitar o nosso site e conferir (Clique aqui). A Smarty Ears não vende nenhum aplicativo, todos são vendidos pela Apple.

Quais os custos desses aplicativos?

O custo dos aplicativos varia dependo da complexidade - vai de $2 a $ 50. Mas, ao final todos os aplicativos são muito mais em conta do que os materiais vendidos atualmente no Brasil para a Fonoaudiologia.Para adquirir basta visitar o nosso site www.ipadfono.com para saber mais informações ou baixar diretamente da loja da Apple na App Store no próprio aparelho.

Qual a repercussão do seu trabalho no mundo?

Fui convidada pela Associação Canadense o ano passado para a Conferência de Fonoaudiologia no Canadá, e este ano, sou a convidada da conceituada Associação Americana de Fonoaudiologia nos EUA (ASHA). Ter sido uma palestrante convidada em dois países e vista como a apresentadora chave nestes dois locais é muito gratificante. Além disso, faço apresentações em todo o mundo através do meu blog www.geekslp.com

Você iniciou o curso de Fonoaudiologia na UFBA e depois se transferiu para os EUA. Como se deu todo esse processo?

Estudei na Universidade Federal da Bahia até o último ano, quando houve greve, em 2004, teve uma seleção de estudantes da UFBA para participar de um intercâmbio nos EUA. O intercâmbio visava ensinar os estudantes como os americanos integravam as pessoas com distúrbio de comunicação na sociedade através do uso de tecnologia assistiva. O programa durou um semestre e eu fui convidada a dar continuidade aos meus estudo e acabei transferindo meus créditos para a Temple University. O mestrado foi da Texas Christian University, no Texas, também em Fonoaudiologia.



O que pesou na sua decisão de continuar nos EUA após os seis meses de estágio?

Apaixonei-me pela tecnologia disponível através do próprio governo para crianças com deficiência e também pelos serviços de fono oferecidos gratuitamente nas escolas. A Fonoaudiologia nos EUA tem uma valorização muito maior do que no Brasil - aqui (nos Estados Unidos) fonoaudiólogos são profissionais muito bem remunerados. Além disso, recebi uma bolsa de estudos tanto para a graduação e depois para o mestrado das próprias universidades. Para completar, a UFBA ainda se encontrava em greve.

Como está sua vida hoje nos EUA?

Hum... isso me faz sentir famosa quando alguém pergunta sobre minha vida aqui nos EUA (risos). Moro aqui há quase nove anos, hoje tenho dupla cidadania nos EUA e Brasil. Em 2010, fundei uma empresa chamada Smarty Ears que hoje é a maior empresa de criação de aplicativos para Fonoaudiologia no mundo.

Pensa em voltar a morar no Brasil?

Hoje minha vida esta estabelecida nos EUA, não tenho planos de voltar a morar no Brasil. Mas a gente nunca sabe o futuro.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CREFONO 4

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Agradecimento CREFONO7 - Chapa Cidadania, Ética e Fonoaudiologia

Prezados(as) Fonoaudiólogos(as)

A chapa Cidadania, Ética e Fonoaudiologia foi eleita com 87% dos votos dos fonoaudiólogos do Rio Grande do Sul. Em nome de todas as companheiras de chapa agradecemos os votos recebidos e convidamos a categoria para que, dentro do possível, se aproximem mais do CREFONO 7, pois temos certeza que só com a união de todos faremos um trabalho com maior reconhecimento da Fonoaudiologia.

Cordialmente,
Marlene Canarim Danesi
Presidente
CREFONO7

terça-feira, 28 de agosto de 2012

30 horas e a Fonoaudiologia - Vale a pena? (parte 1)

Os profissionais de saúde pelo Brasil afora estão reivindicando carga horária máxima de trabalho, em um vínculo empregatício, de 30 horas.
As aparentes vantagens parecem ser óbvias: O profissional não viverá estressado pelas jornadas longas de trabalho, serão abertas mais vagas de trabalho, dentre outras vantagens que podem ser enumeradas. Mas será que as duas primeiras premissas são verdadeiras?

O que vemos na prática, com as outras profissões de saúde que já possuem lei das 30h, é inicialmente a redução salarial. Há locais de trabalho que pagam o profissional por hora. Consequentemente, menos horas trabalhadas equivale a menos salário.
Além do salário mais baixo, em nenhum momento foi discutido condições de trabalho. Há locais de trabalho que superlotam o profissional de pacientes. Exigem que a produção de 30h se equipare a de 40h. Pedem ao profissional para que atenda em grupos, e muitas vezes os profissionais não possuem formação para atendimento em grupo. A demanda de pacientes é tão volumosa que não há como atender o paciente razoavelmente bem.

Portanto, ao invés de ter uma carga horária de 40h planejada, com horário para estudo, aprimoramento profissional (quiçá formação para atendimento em grupo) e planejamento terapêutico, tem-se uma carga horária de 30h de atendimento per-se. O que vale é a "produtividade", o esvaziamento a qualquer custo da fila de espera. E o profissional que pegue as suas 10h, "teoricamente" de lazer e as transforme em estudo de pacientes, aperfeiçoamento OU, o mais provável, em mais horas de trabalho em outro lugar.
Ou seja, o profissional que dê o seu jeito.

Constitucionalmente, os profissionais de saúde podem acumular dois cargos públicos. Aí, os concurseiros de plantão fazem dois concursos, acumulando não uma carga horária "longa" de 40h, mas uma de 60h. 30h em cada vínculo. Em muitos Estados do Brasil, os salários são abaixo da crítica e muitas vezes, para se ter um salário razoável e a estabilidade do concurso público, o profissional de saúde assume dois concursos, tendo de cumprir carga horária inclusive à noite.

Parece que estamos discutindo primeiro a galinha e depois o ovo. Discutir primeiro carga horária, sem discutir condições de trabalho, plano de carreira e salário, não ME parece ser uma solução que valha a pena.

Há diversos órgãos de excelência, como a Rede SARAH (da Associação das Pioneiras Sociais) que pagam um salário de R$ 8.888,51 (oito mil oitocentos e oitenta e oito reais e cinquenta e um centavos) para carga horária de 44 (quarenta e quatro) horas semanais, com dedicação exclusiva. Isso não significa que o profissional vai ficar atendendo paciente as 44h. Isso significa que a Rede SARAH quer um profissional de excelência exclusivamente para ela. Para tanto, ela investe na formação deste profissional, custeando cursos, treinamentos e, é claro, o planejamento terapêutico de cada paciente.

Portanto, o que precisamos discutir primeiro é onde queremos trabalhar e como queremos ser remunerados por isso. Após, quantas horas seriam salubres para estarmos em contato com pacientes? Ou já está decidido que 30h em contato direto com paciente é salubre?

Não pretendo esgotar a discussão aqui, por isso denominei de parte 1 este texto.

Claudio Gabana - Fonoaudiólogo CRFa 8833-RS
1º tesoureiro do Sindicato dos Fonoaudiólogos do Estado do Rio Grande do Sul
Membro da Rede de Apoio ao CREFONO7
Atua 20h na Prefeitura Municipal de Imbé-RS, distribuídas em 35 horários para pacientes. Gasta, certamente, tempo extra estudando casos destes pacientes.

sábado, 26 de maio de 2012

ENQUETE PARA FONOAUDIÓLOGOS QUE TRABALHAM COM SAÚDE MENTAL, FÍSICA E COMUNICAÇÃO ASSISTIVA

Prezadas e Prezados Colegas: Solicito que respondam esta pesquisa sobre Saúde Mental, Saúde Física e Comunicação Assistiva. É uma enquete do CFFa (importante): https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dHZRVjBZRnVhanVJX3NhcVc5MlZnbkE6MQ O CREFONO7, por solicitação do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), vem por meio deste realizar enquete para saber quais as condições de trabalho dos fonoaudiólogos em Saúde Mental, Saúde Física e Comunicação Assistiva. Desde já agradecemos sua colaboração. OBRIGADO!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Residência Integrada em Saúde - FONOAUDIOLOGIA - ESP-SES-RS em Esteio-RS

É com grande prazer que informo que saiu, finalmente, o concurso de Fonoaudiólogo RESIDENTE da Residência Multiprofissional em Saúde na Escola de Saúde Pública da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul.

Agradeço publicamente a Fonoaudióloga Giovana Sasso Turra pela empreitada. Graças ao seu empenho e trabalho junto a ESP, a residência saiu.

Também agradeço o apoio da Profa Dra Roberta Alvarenga Reis (UFRGS), da Profa. Ms. Sheila Rockenbach (ULBRA) e da Fga. Márcia Fabrício (SES) pelo apoio logístico à Residência.

A lotação será em Esteio-RS e a ênfase será na Atenção Básica.

Segue o link para o EDITAL

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Curso de Fonoaudiologia da UFCSPA vira destaque nacional

Curso de fonoaudiologia fica em 1º lugar na avaliação do MEC
23/11/11 - Zero Hora (pp)


Para que o aluno tenha uma vivência total durante os quatro anos do curso de Fonoaudiologia, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) aposta em um currículo denso e abrangente, com carga horária elevada.

São 4.080 horas de aulas, estágios e atividades complementares, fator determinante para o primeiro lugar na avaliação do MEC, segundo a diretora Mauriceia Cassol:

– É importante destacar a nossa equipe de docentes, a maioria com mestrado e doutorado.

Durante o curso, o estudante tem a oportunidade de conhecer áreas como audiologia, voz, linguagem, saúde coletiva e motricidade orofacial. Para formar um bom profissional, a instituição incentiva a realização de ações externas, que levem a fonoaudiologia às comunidades.

No primeiro ano, além das disciplinas básicas, o aluno já vai a hospitais e clínicas para uma observação inicial. No segundo ano, começam as aulas práticas no hospital e, no terceiro, os estágios em atendimento hospitalar e ambulatorial. O último ano é marcado por mil horas de estágios supervisionados, para os formandos conhecerem as diferentes potencialidades de trabalho, diz a professora Andrea Bonamigo.

– Um dos segmentos que vem se desenvolvendo é a implantação de políticas públicas, ligada a secretarias municipais e estaduais – aponta a docente.

- "Esta nota é resultado da qualidade do ensino e do corpo docente. Recebemos uma formação multidisciplinar e aprendemos tudo que é necessário para ser um bom fonoaudiólogo. Gosto da área de voz clínica, que lida com lesões nas cordas vocais, e de voz profissional, que pode trabalhar em emissoras de rádio e TV, por exemplo. Pretendo seguir carreira acadêmica, para fazer pesquisa relacionada à voz."

Lilian de Freitas Fernandes, 26 anos, formanda em Fonoaudiologia na UFCSPA

Receita de sucesso

- Estrutura curricular densa, com alta carga horária

- Oportunidade de práticas diversificadas em hospitais, postos de saúde e clínicas

- Corpo docente qualificado, a maior parte com mestrado e doutorado

- Incentivo à pesquisa, à iniciação científica, à extensão e à monitoria

- Integração com professores de outras áreas, como psicologia, odontologia e medicina
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O CREFONO7 parabeniza a Profa Dra Mauriceia Cassol, Diretora do Curso de Fonoaudiologia da UFCSPA e sua equipe.

Faculdade Fátima - Bacharelado em Fonoaudiologia

Prezados Parceiros

Venho através deste divulgar o vestibular da Faculdade Fátima e especialmente o CURSO BACHARELADO EM FONOAUDIOLOGIA, o qual é exclusivamente oferecido por esta instituição em Caxias do Sul e região.
O Curso de Fonoaudiologia está em 11º lugar entre as IES do Brasil em seu desempenho no ENADE e também se destaca pelas oportunidades em diferentes campos de estágio, como o Centro de Saúde Auditiva Clélia Spinato Manfro, o qual está credenciado ao SUS como serviço de reabilitação auditiva e atende Caxias do Sul e os demais municípios da macrorregião serra.
Estamos à disposição para conduzir os interessados em uma visita a nossa instituição e locais de estágio, bem como orientar sobre o curso e mercado de trabalho do Fonoaudiólogo.
Agradecemos pela colaboração.
Att.,

Profa. Ms. Fga. Louise Varela Dutra
Coordenadora do Curso da Faculdade Fátima

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sobre consultas fonoaudiológicas anunciadas em site de compras coletivas

Prezados(as) Fonoaudiólogos(as)

Considerando que os novos serviços de compras coletivas através da internet estão cada vez mais difundidos, esclarecemos que o profissional fonoaudiólogo que anunciar preços ou modalidades de serviços fonoaudiológicos em sites de compras coletivas estará cometendo infração ética, de acordo com o artigo 21 do Código de Ética Profissional. A utilização da internet para fins profissionais deve seguir os preceitos do Código Ética. Leia o referido artigo no link de legislação do site: www.fonoaudiologia.org.br.

Atenciosamente,
Diretoria do
CREFONO 7

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Artigo sobre PERÍCIA JUDICIAL E FONOAUDIOLOGIA da Fga. Luciana Fritsch

PERÍCIA JUDICIAL X FONOAUDIÓLOGO:

Perícia é um exame feito por um especialista na área com o objetivo de esclarecer algum fato duvidoso.
O Fonoaudiólogo Perito é o profissional habilitado e capacitado para usar seu conhecimento técnico na busca da verdade, com um único objetivo: contribuir com a justiça!
A área Trabalhista é o grande foco de atuação da fonoaudiologia.
Vale a pena frizar que a nomeação do Perito fonoaudiólogo esta prevista na Lei que regulamenta a profissão, bem como no artigo 145 do Código do Processo Civil que não exclui o fonoaudiólogo dessa atuação, desde que a Pericia esteja voltada para Insalubridade ou Periculosidade, que nesses casos os Peritos deverão ser Engenheiro ou Médico do trabalho.
Sendo assim, qualquer que seja a perícia que envolva a audição do trabalhador nós Fonoaudiólogos, que temos todo conhecimento técnico e específico em Audiologia, deveríamos ser o profissional mais indicado para atuar nas Perícias Judiciais.
O Perito será nomeado pelo Juíz, e necessariamente teremos que ter muita habilidade, conhecimento técnico e jurídico para elaborar a prova pericial, que servirá de esclarecimento para o Juiz que julgará o caso. São comuns os casos de nexo causalidade em atividade ocupacional, sendo assim, Perito será o olho do Juíz, portanto além de todo seu conhecimento na área, terá que ser de confiança do mesmo.
O Fonoaudiólogo pode atuar também como Assistente Técnico das empresas ou dos trabalhadores (reclamada/ reclamante). A função é praticamente a mesma, só não terá a nomeação de Perito Judicial, sendo assim chamado de Assistente Técnico. Nós enquanto Assistentes, devemos analisar a prova pericial, criticá-la e apresentar quesitos que favoreçam o julgamento do seu cliente ( reclamante ou reclamada) .
Tanto os Peritos quanto os Assistentes Técnicos devem formular quesitos para as partes responderem.
Para que uma Perícia seja feita com total segurança, a fim de esclarecer qualquer dúvida que o perito venha a, bem como o ter acesso ao prontuário do trabalhador, deverá ser feita na diligência e os Assistentes Técnicos poderão estar no local da Perícia, afim de estar presente no ato da Prova Pericial.
O Perito deve sempre ter em mente que deverá ser completamente imparcial na sua conclusão e que o seu laudo deve ser muito esclarecedor e objetivo, pois estará no ato auxiliando nas dúvidas que o Juiz esta enfrentando com relação ao conhecimento técnico em questão. Não podemos de forma alguma ocultar fatos que enfraqueçam a força da decisão e conclusão do juíz.
A Perícia Fonoaudiologica enquadra-se na Fonoaudiologia Forense, que segundo a Academia Brasileira de Fonoaudiologia Forense " é a interface entre a lei e a ciência da comunicação humana. É a aplicação de técnicas científicas dentro de um processo legal e abrange todas as questões relacionadas à comunicação nas áreas de voz, fala, linguagem oral, escrita e audição."
Importante ressaltar que o Perito sempre terá que ser nomeado pelo Juiz, já os assistentes técnicos serão contratados pelas partes envolvidas no processo.
Portanto percebe-se claramente que a atuação da Fonoaudiologia na área judicial, é de suma importância. A única coisa que está faltando para que sejamos nomeados é o desconhecimento de profissionais para que essa área seja muito expandida, reconhecida e explorada.
Sendo assim, qualquer que seja a perícia que envolva a audição do trabalhador, nós Fonoaudiólogo, que temos o conhecimento técnico e específico em audiologia, deveríamos ser o profissional mais indicado para ser nomeado como PERITO JUDICIAL.

LUCIANA FRITSCH
Fonoaudióloga
Crfa 8363- RS

terça-feira, 11 de outubro de 2011

CREFONO 7 NA FNAC esta semana, quinta 13/10 às 19:30h

Representantes da REDEFONO irão palestrar na FNAC do Barra Shopping Sul

Release da FNAC:

Data: Quinta-Feira 13/10/2011 19:30
2011 é o ano da comemoração dos 30 anos de regulamentação da fonoaudiologia como profissão. O órgão CREFONO7 vem ao Fórum Fnac apresentar a Campanha 30 Anos de Fonoaudiologia: cuidando da comunicação das pessoas, com as profissionais Ana Maria Beck e Daniela Zimmer que palestram sobre o desenvolvimento da linguagem infantil e dúvidas mais freqüentes, com espaço para bate-papo com público.

Para ver no site: http://www.fnac.com.br/LojasEvento.aspx?idLoja=10&dtEvento=07/10/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aleitamento materno e a saúde, por Ana Beck, retirado do jornal do comércio de hoje.

Aleitamento materno e a saúde
Ana Beck

A Semana Mundial da Amamentação, celebrada anualmente de 1 a 7 de agosto, foi idealizada pela World Alliance for Breastfeeding Action (Waba) – Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) e é comemorada desde 1992, em mais de 150 países, com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. A importância do aleitamento materno para o bom desenvolvimento e crescimento da criança é um consenso entre os profissionais da área da saúde, pois é fundamental para a nutrição e proteção da saúde física e psicológica do bebê. Por isso se recomenda que nos primeiros seis meses de vida a alimentação do recém-nascido seja exclusivamente no seio materno. O desenvolvimento do vínculo afetivo entre a mãe e o bebê inicia-se na gestação e vai criando raízes na medida em que as interações vão ocorrendo. O ato de amamentar é uma forma de interação de extrema importância, pois através dele a mãe e o bebê podem estabelecer uma relação de conhecimento e comunicação, onde vão aprender a entrar em contato um com o outro. Para a fonoaudiologia, o aleitamento materno é um fator preventivo para o bom desenvolvimento da linguagem. A amamentação está intimamente relacionada com o desenvolvimento adequado dos ossos e músculos da face através da sucção que o bebê faz no seio materno e é durante a amamentação que estas habilidades se aprimoram. Ou seja, a fala adequada depende da posição e mobilidade de lábios, bochechas e posição mandibular, com a finalidade de promover um espaço dentro da boca adequado para articulação dos sons e mastigação.

Fonoaudióloga

domingo, 31 de julho de 2011

ANIVERSÁRIO DE 1 ANO DO BLOG DO CREFONO7

Como presente de aniversário ao Blog, resolvi postar um estudo compartilhado do Código de Ética da Fonoaudiologia, Resolução CFFa nº 305/2004.

Segue a introdução:


2ª parte:


3ª parte


Final:

terça-feira, 14 de junho de 2011

O texto do Jornal O GLOBO sobre tratamento de bruxismo com cannabis e a brilhante resposta da colega dentista Simone Macedo Amaral.

Olá pessoal.

Bem, o assunto é bem polêmico. Antes de ler o texto da Simone, peço que leiam o texto da Lu Lacerda.

Não façam juízo de valores, por favor!
Eu penso que utilizamos tantas outras drogas com receita médica. Mas é claro que a maconha tem reações adversas e efeitos colaterais, como todas as demais drogas.
Agora, o tratamento de bruxismo da repórter foi substancialmente rebatido pela colega dentista Simone Macedo Amaral. Conheci a Simone em um curso da ABOM. Era um curso misto para fonoaudiólogos e dentistas e ela era a única colega dentista. Simone é estomatologista e mestre em Odontologia pela UNESA, no Rio de Janeiro. Trabalha em seu consultório na Barra e e na ABO - Seção Rio de Janeiro.

Segue o texto da Simone:

A jornalista que admitiu uso de maconha para aliviar sintomas de dor miofascial provocada pelo bruxismo coloca em pauta um assunto importante, mas a questão com certeza é muito mais profunda e polemizar sobre o uso da maconha ou não para tratar os sintomas é simplesmente tentar enxugar a parte de cima de um iceberg. Alguns esclarecimentos são necessários antes de irmos ao “x” da questão.

A demora em descobrir e tratar a causa do bruxismo provoca a diminuição da altura dos dentes provocando uma perda de dimensão vertical e consequentemente um desequilíbrio muscular em decorrência do encurtamento das fibras musculares do masséter. Um problema agudo não tratado corretamente gera um problema crônico que pode se arrastar durante anos. Os pontos-gatilho miofasciais (Pgs) são extremamente comuns e, em algum momento tornam-se uma parte dolorosa da vida de quase todas as pessoas e em grande parte responsáveis pelo flagelo da dor musculoesquelética. O custo total é incalculável e a maior parte dele é desnecessária. Quando uma síndrome de Pg miofascial aguda é negligenciada e passa a ser crônica, torna-se desnecessariamente complicada, mais dolorosa e cada vez mais prolongada, frustante e dispendiosa. Para piorar ainda mais a situação quando a natureza miofascial da dor não é reconhecida os sintomas podem ser diagnosticados como neuróticos, psicogênicos ou comportamentais, o que certamente acrescenta ainda mais sofrimento ao paciente.

A Cannabis tem sido indicada em alguns países para tratar e prevenir náuseas e vômitos, para tratamento de glaucoma, bem como um analgésico geral e daí a explicação do seu efeito positivo no relaxamento da sua musculatura e melhora do bruxismo. O que não pode ser menosprezado é que o consumo da cânabis tem sido correlacionado em diversos estudos com o desenvolvimento de ansiedade, psicose e depressão.

A ativação de um Pg em geral está associada a algum grau de abuso mecânico do músculo na forma de sobrecarga muscular, que pode ser aguda, sustentada e/ou repetitiva o bruxismo é um dos grandes responsáveis por essa sobrecarga. Os Pgs podem ser ativados indiretamente por doenças viscerais, articulações artríticas, disfunções articulares e angústia emocional. Além dos sintomas clínicos produzidos por distúrbios sensoriais de dor referida os pacientes podem experimentar distúrbios clinicamente importantes das funções autonômicas e motoras que incluem sudorese anormal, lacrimejamento persistente, coriza persistente, salivação excessiva, desequilíbrios, vertigem, zumbido o que leva o indivíduo a procurar uma série de especialistas na busca de uma solução para seus sintomas.

O tratamento efetivo da síndrome de dor miofascial causada por Pgs envolve muito mais do que aliviar sintomas. É necessário considerar a causa e identificar e corrigir os fatores perpetuantes. Se o paciente não recebeu o diagnóstico correto como é possível começar a elocubrar sobre o uso de “novos” medicamentos.
E é nesse momento que entro no que inicialmente reportei com o “x” da questão. O diagnóstico das síndromes miofasciais é com certeza desafiante, e seu tratamento é multidisciplinar, mas talvez o maior desafio seja fazer a população entender o real valor do profissional da saúde.

O investimento profissional vai muito além do pagamento do aluguel e taxas, do material e da secretária. Sua ida a congressos, seus livros, seu tempo, sua dedicação, tudo isso é difícil de ser contabilizado. Difícil sim. Impossível não. Posso adiantar que esse custo vai muito além do que os planos de saúde pagam.
Um dentista poderia ter diagnosticado e tratado seu problema no início. O problema é que esse dentista precisaria ter, após o término de sua graduação, acesso a diversos cursos de pós-graduação. Esse dentista teria que ter condições suficientes para comprar livros, pagar contas e dedicar seu tempo para adquirir o conhecimento necessário para fazer um bom diagnóstico. É difícil para quem não é da área entender a quantidade de conhecimento necessário para nos tornarmos bons profissionais. A população dá mais valor a um sapato novo, um cabelo bem cortado, uma roupa legal, um perfume, um show bacana. Um jogador de futebol hoje é tratado com mais respeito e admiração do que um profissional de saúde.
O governo por outro lado não pensa sequer em voltar, prestem bem atenção, eu disse VOLTAR, a permitir que a população desconte do imposto de renda o valor INTEGRAL dos seus custos com educação.

Coincidência ou não, ontem entrei numa livraria e um dos livros de medicina que deixei de comprar tinha no título a palavra DOR. Custava mais de $300,00 reais. Lembrei de quanto investimento já fiz ao longo desses meus quase 14 anos de profissão e quantas horas de trabalho seriam necessárias para que eu pagasse meu investimento e sai de lá com as mãos vazias pensando em como faria para pagar em dia as contas do próximo mês.

Termino aqui essa carta sem a petulância de achar que cheguei perto de esgotar o assunto. Mas deixo a seguinte pergunta: E a dor dos profissionais da saúde? Quem vai resolver?

domingo, 10 de abril de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Residência Multiprofissional na ULBRA

Há uma vaga para Fonoaudiólogo, com atuação em Saúde da Família.
Esta vaga vai ser bem interessante para atuação junto aos NASF's. Em Porto Alegre, bem como no Estado inteiro, terá de haver a implantação dos NASF's

Para quem ainda não sabe, a Residência é remunerada: O valor da bolsa trabalho será de R$ 2391,00 mensais, por dois anos, com 30 dias de repouso remunerado por período e uma folga semanal.

Maiores informações na aba de concursos públicos do nosso blog: http://concursoscrefono7.blogspot.com/2011/03/concurso-para-residencia.html