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terça-feira, 19 de julho de 2011

Informativo: Reunião Comissão Saúde Mental

Nesta quarta-feira, 20/07, as 18 horas, no auditório da Casa dos Conselhos haverá uma reunião
para discutir uma proposta de composição da Comissão de Saúde Mental e o seu Regimento
Interno, antes de ser levado a apreciação do Plenário do Conselho.

Esta reunião segue orientação da Comissão Estadual de Saúde Mental que sugeriu a realização de
uma reunião ampliada onde todas as entidades do municipio possam manifestar-se pelo interesse de
participar da Comissão, antes de encaminhar a proposta de Regimento Interno para a apreciação
do Plenário, pois a composição deverá estar contida no anexo um do Regimento.

O convite para esta reunião será encaminhado a imprensa local, com o objetivo de tornar público
a discussão de formulação da composição desta Comissão.

Atenciosamente

Luiz Guilherme Belletti
Direção do CMSPel

CMSPel - Conselho Municipal de Saúde de Pelotas

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Seminário de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência Centro de Referência em Reabilitação/Habilitação

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FADEM - Fundação de Atendimento de Deficiência Múltipla

Porto Alegre, 06 de junho de 2011
SEMINÁRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PCDs

Seminário de Politicas Públicas
para as Pessoas com Deficiência
Centro de Referência em Reabilitação/Habilitação

PROGRAMAÇÃO

Data 6 de julho de 2011

8:00 às 8hs30mins - Credenciamento e Inscrições
8hs30mins - Abertura
Presidente da Assembléia Legislativa Dep. Adão Villaverde
Secretário Estadual da Saúde Dep. Dr. Ciro Simoni
Secretário Municipal da Saúde Dr. Carlos Casartelli
Representante dos Usuários Valter Castilhos
Presidente do CREFITO Dr. Alexandre Doval da Costa
CREFONO Nádia Maria Lima e Silva
CRESS Miriam Dias
CRN Carmen Franco

9hs00 às 10hs30mins - Politícas Públicas para as Pessoas Com Deficiência
Palestra Drª Érika Pisaneschi do Ministério da Saúde

10hs45mins - Inclusão da Pessoa Com Deficiência no Mercado de Trabalho
Coordenador do Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador Alfredo Gonçalves
Drº Francesco Conti Promotor de Justiça dos Direitos Humanos e Cidadânia
Intervalo p/ almoço

13hs30mins - O Papel Institucional das Universidades no Centro de Referência em Reabilitação/ Habilitação
Profª Vera Rocha da UFRGS e, da UFCSPA Profº Luís Henrique Teles da Rosa

14hs30min - Atendimento em Média e, Alta Complexidade
Direção do Hospital São José de Giruá Dr. Amarildo Dallago / CREFITO;CREFONO; CRESS e, CRN

15hs45mins às 17hs30mins - Centro de Referência em Reabilitação / Habilitação é possível ?
Ministério da Saúde Drª Érika Pisaneschi, Previdência Social Drª Eliane Schmidt, Drº Alexandre Doval e, usuário Valter Castilhos

17hs30mins - Encerramento.

* haverá debates em todas mesas redondas




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FADEM - Fundação de Atendimento de Deficiência Múltipla
www.fadem.com.br - fadem@fadem.com.br
Rua Frei Henrique Golland Trindade, 445 - CEP: 90480-140 - Porto Alegre - RS
Fone: (51)  3328-6780

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cursos Para pessoa com Deficiência

A FGTAS/SINE da Rua José Montaury, nº 31, está recebendo inscrições para  os cursos a serem ministrados pela Aldeia Brasil na FACTUM, localizado na Marechal Floriano, 185- 4º andar  Centro Porto Alegre, para Pessoas Portadoras de Deficiência, que sejam alfabetizadas, e a partir de 16 anos,  exceto o curso de Porteiro e Vigia que  requer 18 anos, os participantes receberão material didático, vales transportes, lanches e os cursos são gratuitos:
Os cursos serão os seguintes:
    Informática; Jardineiro; Operador de Telemarketing; Porteiro e Vigia; Recepcionista; Telefonista; Almoxarife e Tecnicas de Vendas.
  
Conforme contato com a empresa gestora dos cursos Fone: 30516666 e 30591566, haverá acessibilidade para cadeirantes, interpretes de sinais para surdos, material adaptado para cegos e os candidatos para o curso de Jardineiro não se exige escolaridade.


Cordialmente,


 Cesar Gilberto Pastro
    Coordenador
SINE/José Montaury

Aprovado o projeto do deputado Miki Breier que reserva habitação para portadores de deficiência

 
Rua 7 de Setembro,1087- 2º andar – Centro -  Porto Alegre - RS - Cep: 90010-191
Telefone:  (51) 84827295/ (51) 32591069 - CGC/MF: 09.127.862/0001-54




Miki Breier1
Gabinete do Deputado Estadual Miki Breier (PSB)

Plenário

Aprovado o projeto do deputado Miki Breier que reserva habitação para portadores de deficiência

Por Gisele Ortolan - MTB: 9777 / PSB
Hora: 17:11 Data: 17/05/2011


Miki Breier2


Com a unanimidade dos votos, os deputados gaúchos aprovaram nesta terça-feira, dia 17 de maio, o projeto de lei 262 /2007 do deputado Miki Breier (PSB) que reserva unidades habitacionais para as pessoas portadoras de deficiências.
De acordo com a matéria, todas as habitações populares ou na distribuição de lotes individuais promovidos pelo Estado, devem estar asseguradas 10% do total de unidades para o benefício de pessoas portadoras de deficiências.
O deputado Miki Breier salienta que a medida resgata um passivo na elaboração de políticas públicas que atendam aos deficientes. “Entendemos que o direito a moradia, que é assegurado de forma constitucional no Brasil, deve ser facilitado para quem vive com dificuldades de trabalho, estudo e, principalmente, de oportunidades iguais”, assinala.
Miki Breier lembra ainda que, na maioria dos programas de moradia, a procura é muito maior do que a quantidade de unidades ou lotes oferecidos. E, não raro, o sorteio é o critério de distribuição após os candidatos terem preenchido as exigências de aquisição. “Portanto, é justo que, na contemplação de um imóvel público o cidadão com deficiência tenha a garantia de que a sua condição será respeitada através da reserva das unidades”, entende.
O projeto estabelece que para ser contemplado o beneficiário deve apresentar laudo médico reconhecendo a condição de portador deficiência; ser residente e domiciliado no Estado há pelo menos dois anos; não ter posse, propriedade ou sociedade em outro imóvel urbano ou rural; e estar enquadrado nos critérios de avaliação sócio-econômica ao qual se destina o programa habitacional.







Assessoria de Imprensa
Gisele Ortolan – MTB 9777
(51) 9803-7702

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Audiência Pública debaterá o Plano Diretor de Acessibilidade


A Câmara Municipal de Porto Alegre promove nesta Quinta-feira - 28 de abril, às 19h, Audiência Pública para debater sobre o Projeto de Lei que institui o Plano Diretor de Acessibilidade de Porto Alegre que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

O encontro será no Plenário Otávio Rocha da Casa Legislativa (Av. Loureiro da Silva, 255).


Arte Mário Pepo

quinta-feira, 31 de março de 2011

Livros paga Cegos - Audioteca

A Audioteca não precisa de dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO !! Então conto com a ajuda de vocês: REPASSEM!  Eles enviam para as pessoas de graça, sem nenhum custo. É um belo trabalho! Quem puder fazer com que a Audioteca chegue à mídia, por favor fique à vontade. É tudo do que eles precisam.

Livros Falados para Cegos
É muito fácil ajudar... é só repassar! Audioteca Sal e Luz
A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) e Luz  corre o risco de acabar.
Mas o que seria isto? São livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.
Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.
Ajude divulgando o trabalho da Audioteca Sal!
Para ter acesso ao  acervo, basta se associar na nossa sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125- Centro. RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro.
A outra opção foi uma alternativa que se criou, face à dificuldade de locomoção dos deficientes na nossa cidade.
Os livros podem ser solicitados por telefone,  escolhendo o título pelo site, e enviaremos gratuitamente pelos Correios.
A nossa maior preocupação reside no fato que, apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Precisamos atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, senão ele irá se extinguir e os deficientes não poderão desfrutar da magia da leitura.
Só quem tem o prazer na leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem os livros.
Ajudem-nos, Divulguem!
Atenciosamente,

Christiane Blume - Audioteca Sal e Luz. Rua Primeiro de Março, 125- 7º
Andar. Centro - RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007

Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas

http://audioteca.org.br/noticias.htm

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Doe camas Hospitalares ou Cadeiras de Rodas

Rua do Comércio,567-Bairro Estação-Portão-Rs-Cep: 93180-000
Telefone: (51) 3562.2012 - CGC/MF: 09.127.862/0001-54
Empréstimo:
Camas hospitalares e cadeiras de rodas.
Um ser humano muito especial, chamado Aroldo Mendonça, integrante do Rotary Clube, formou um banco de leitos hospitalares e cadeiras de rodas e os empresta, sem cobrar nada, só pedindo em troca a sua devolução, quando não é mais necessária. Ele é um anjo da guarda para muita gente.
Atualmente, o banco, conta com mais de 600 leitos espalhados por todo o Brasil, já que o Sr. Aroldo conserta e aceita doações das camas hospitalares e cadeiras de roda, mesmo quebradas, ele retira no local eleva para a sua oficina que é especializada nesse tipo de conserto; As doações são as propulsoras dos empréstimos e ajudam a mais e mais pessoas, todos os dias e em todos os pontos do país, sem pedir nada em troca..
O frete dos empréstimos fica por conta da pessoa interessada que faz uma espécie de contrato com o Sr. Aroldo por seis meses, sendo renovável por mais tempo, mediante a necessidade do prolongamento do uso do equipamento.
Caso precise, ligue para o Sr. Aroldo Mendonça:
(21) 2266-2501 ou (21) 9636-8000
Vale divulgar, não é mesmo?
Passe para sua lista de contatos,
de modo a chegar a quem precisa.
Se alguém conhecer
 pessoas ligadas a hospitais
divulguem também.


Eduardo Halmenschlager
Presidente AAPPAD 

Saiba mais sobre a AAPPAD -


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pessoas Com Dificiência serão incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais


Pessoas com deficiência serão incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais
 iNFOATIVO.DEFNET  Nº 4472 - ano 14 - 23/09
/2010


EDIÇÃO EXTRA

Editor Responsável - Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade - CREMESP 103282

http://infoativodef net.blogspot. com  

  www.defnet.org. br  

RETRANSMITE E SOLICITA DIFUSÃO NA INTERNET 


Da assessoria
Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) fez publicar, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 706, que insere todos os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no Cadastro Único de Programas Sociais do governo.

A medida auxiliará na atualização de dados dos beneficiários e, consequentemente, ampliará o acesso a outros programas sociais. A partir de outubro, todas as pessoas que recebem o benefício deverão ser cadastradas no Cadastro Único.
Com a medida, serão incluídas mais de 2 milhões de pessoas que estavam fora do cadastro. Atualmente, 3,3 milhões recebem o BPC em todo o País. Com a inclusão, o MDS poderá melhorar o planejamento dos serviços ofertados aos beneficiários.

Para a diretora de Benefícios Assistenciais do MDS, Maria José de Freitas, a inclusão dessas pessoas no cadastro surge como mais uma maneira de acompanhar o beneficiário. “O cadastro amplia as informações do beneficiário e isso contribui para o processo de acompanhamento dele, sua inserção em serviços”, avalia Maria José.

O BPC é um direito garantido pela Constituição para idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência, de qualquer idade e sem condições para o trabalho. A renda familiar por pessoa deve ser inferior a um quarto do salário mínimo. É importante lembrar que o recurso é diferente de aposentadoria: para ser receber o BPC, a pessoa não precisa ter contribuído com a Previdência Social.

Parceria internacional

Buscando aprender novas formas de enfrentamento dos obstáculos pelas pessoas com deficiência, o MDS aproveitou a cooperação técnica entre Brasil e Espanha para conhecer a experiência daquele país nesse tipo de atendimento. O trabalho vem sendo desenvolvido em etapas. Uma delas se deu no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília.

O encontro reuniu o MDS e os ministérios do Planejamento e da Previdência Social com a Enap e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid). A cooperação entre os dois países segue agora para nova etapa: o monitoramento do modelo de avaliação do idoso e da pessoa com deficiência para o Beneficio de Prestação Continuada (BPC).

Para a coordenadora-geral de Regulação e Ações Intersetoriais da Secretaria Nacional de Assistência Nacional do MDS, Patrícia Souza De Marco, os três anos da cooperação Brasil-Espanha foram marcados por avanços na proteção social. “A cooperação tem sido frutífera. Ela nasceu junto com a implementação do Sistema Único de Assistência Social (Suas).”
Para a coordenadora, a próxima fase deve se estender até 2011. “Contamos com avaliação médica e de um assistente social para verificar se há mecanismos que ajudem a diminuir a incapacidade do beneficiário”, explica, citando como exemplo o uso da uma tecnologia assistiva (próteses ou hastes que facilitem a acessibilidade).
Semana de Luta
Nesta quinta-feira (23), o MDS participou da Semana de Luta das Pessoas com Deficiência, na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), com a palestra da coordenadora da Secretaria Nacional de Assistência Social, Elyria Credidio, sobre o BPC e as pessoas com deficiência.

Diariamente, os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) desenvolvem atividades de orientação e apoio a pessoas com deficiência, idosos e suas famílias.  fonte
http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=22&id=131517

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Homenagem ao Dia nacional da Luta Pelos Direitos das Pessoas Com Deficiência

Novo texto no Blog InfoAtivo DefNet
UMA LUZ NO FIM DO LIVRO - manifesto por uma outra leitura
-DIA 21 DE SETEMBRO DE 2010  INFOATIVO DEFNET Nº 4471
 
Homenagem ao Dia Nacional de LUTA PELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
 
 
No Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência minha homenagem aos que vem lutando contra a privação de informações para pessoas cegas, surdocegas ou com baixa visão, com este semiconto apresentado e lido para todos os participantes do 16º Cole - Congresso de Leitura do Brasil, em julho de 2007, na Unicamp, Campinas, SP.
La increíble historia de lucha de una joven sorda y ciegahttp://www.lerparaver.com/node/564
Movimento pelo Livro e pela Universidade Acessíveishttp://www.livroacessivel.org/
E LEIAM
STEVIE WONDER PEDE A ONU QUE LEVE LUZ AOS CEGOS  (JORNAL O GLOBO  CULTURA  DIA 20/09/10)
e parem de defender os direitos autorais e acordem um pacto que leve "luz e esperança" aos cegos de todo o mundo...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Texto sobre Sexualidade e Deficiência, produzido pela Professora Sônia Hoffman

CONVERSANDO SOBRE SEXUALIDADE E DEFICIÊNCIA - UMA OVERDOSE PARA
NOSSA PREPOTÊNCIA; UM TSUNAMI EM NOSSO ORGULHO.

Escrito por Sonia B. Hoffmann
11 de agosto de 2010

Sexualidade é um tema nem sempre tratado com naturalidade e espontaneidade pela grande maioria das pessoas, pois esta tarefa implica o (re)conhecimento e a confrontação de valores, conceitos e preconceitos tão bem guardados e até mesmo escondidos nas profundezas da nossa intimidade. A vinda à tona de determinados sentimentos, pensamentos e atitudes provoca, por sua vez, a saída ou o abandono de um lugar no qual
nos abrigávamos à sombra de uma comodidade alienante. Querendo, a todo custo, evitar em nós o surgimento de constrangimentos e mal-estar nos convencemos de que os conhecimentos já elaborados nos são suficientes e nada mais precisa ser repensado.
Deficiência é outro tema que também nem sempre é tratado com naturalidade e espontaneidade pela grande maioria das pessoas, pois está constantemente revestida com nossos mitos, tabus e fantasias - frutos do desconhecimento e do grande receio que ainda trazemos em nos percebermos como aprendizes do convívio com a diferença. Esta dificuldade revela nossa incapacidade em considerar que os episódios da vida acontecem e se desenvolvem não apenas pelos modelos convencionais estipulados pelo homem, mas também por vias alternativas. A Aceitação desta possibilidade implica a educação e a recomposição dos nossos sentimentos, pensamentos e atitudes e muitas vezes não estamos dispostos a tais mudanças porque isto significa a exposição das nossas vulnerabilidades. Como ainda temos a tendência exacerbada de pensar que não possuímos estas vulnerabilidades, lacunas ou inadequações, preferimos nos isolar na pseudo serenidade tecida pela negação e, de vez em quando, nos permitimos algumas lágrimas diante da dor e da necessidade do outro para não esquecermos de que, afinal de contas, somos seres humanos.
A conversação sobre sexualidade e deficiência é menos ainda estabelecida de modo natural e espontâneo pela maioria da grande maioria das pessoas porque, se isoladamente a abordagem da sexualidade e da deficiência consiste overdoses para a nossa prepotência quanto a sermos detentores de supostos saberes, esta associação agora representa um verdadeiro tsunami para o nosso orgulho em reconhecermo-nos como seres limitados, falíveis e medrosos. Assim, para adiarmos a erupção dos nossos melindres, negligenciamos, tangenciamos ou até mesmo omitimos a realidade da presença da sexualidade nas pessoas com deficiência.
Mas como evitar falar em deficiência quando esta pode surgir a qualquer momento na vida de qualquer pessoa? Mas como evitar conversar sobre a sexualidade quando esta sexualidade, sem prevenção e desorientada, pode causar a deficiência ou a deficientização a partir de doenças sexualmente transmissíveis, estupros e violências? Com frequência, vivenciamos duas espécies de discursos: um, completamente encharcado por um narcisismo institucional ou intelectual, banaliza tanto sexualidade quanto deficiência a uma simples frase "todos somos iguais" e não o somos; outro, repleto de vitimização e de indigência intelectual, reduzindo a omissão de comportamentos interativos à frase "não estamos preparados para isto", quando nem todos estamos e somente passamos a nos enriquecer com estes conhecimentos na busca da (in)formação e na convivência diária com a diferença. Como nos sentiríamos ao conviver com pessoas que tudo sabem e tudo podem, não abrindo espaços para intercâmbios e trocas desde sociais até afetivas? Como nos sentiríamos ao procurarmos o médico e ele nos dissesse que, em sua formação, não recebeu conhecimento sobre o tratamento da nossa patologia e não se mostrasse disponível à atualizações? Agora, que tal nos colocarmos nestas situações e procurarmos entender o que acontece quando deste modo nos comportamos em relação aos outros?
Assim procedendo, talvez tenhamos mais facilidade para o entendimento de que falar sobre sexualidade, sobre deficiência e sobre sexualidade e deficiência é um convite à aprendizagem da escuta do outro, da leitura das suas necessidades nas entrelinhas do seu estar no mundo, percebendo nuances e particularidades que o tornam individual e singular. Mais do que isto, possamos perceber então que falar sobre sexualidade e sobre deficiência significa falar de e em nós - frágeis seres humanos transfigurados pelas máscaras culturais que determinam papéis, funções e comportamentos estereotipados para todos.
Talvez, esta reflexão pareça cruel e assemelhe-se a uma incisão cirúrgica de grandes proporções em nosso ego. No entanto, que mudanças acontecem sem mudanças, sem remexidas, sem oxigenações? Análise, avaliação e descarte de muitos de nossos sentimentos, pensamentos e atitudes podem causar muita dor, mas geralmente dói mais ainda nos darmos conta de que estamos nos tornando reféns da nossa ignorância e gerando constrangimentos e sofrimentos para nós mesmos e para os outros através da frieza, da omissão e da intolerância.
Hoje, expressões como acessibilidade e desenho universal estão bastante presentes e muitas pessoas logo associam tais expressões à construção de rampas, colocação de pisos táteis, aquisição de tecnologias assistivas e de tantas outras facilidades para a mobilidade social das pessoas com deficiência. No entanto, em todo este processo, a antiga e tão real "barreira atitudinal" é quase sempre deixada de lado. É excelente termos escolas ou espaços na área da saúde instrumentalizados ergonômica e tecnologicamente para o recebimento de pessoas com deficiência, mas em quantos destes locais estas mesmas pessoas deixam de participar porque não houve o acolhimento humano indispensável para uma intercomunicação efetiva?
A convivência e o desenvolvimento da atividade profissional implicam reeducar-se com um olhar sensível e uma escuta disponível às próprias dificuldades e facilidades, direcionando o hábito deste comportamento para as demais pessoas. Então, juntos organizarmos e construirmos as estratégias compatíveis para o atendimento das necessidades específicas de uma determinada deficiência para que, através da corresponsabilização e do trabalho em rede, possamos envolver nosso grupo social nas mudanças atitudinais.
Informações sobre sexualidade e sobre deficiência estão circulantes em livros, mídias, campanhas e tantas outras criatividades na ânsia pelo enfrentamento ao desconhecimento, mas quantas destas informações estão verdadeiramente disponíveis de forma adequada ao entendimento, assimilação e compreensão pela pessoa com deficiência? Vamos a um pequeno exercício da nossa prática. Em um determinado posto de saúde há um local para a disponibilização de preservativos. Quais são os mecanismos empregados pelos profissionais deste posto para a informação efetiva de uma pessoa com deficiência visual sobre a existência deste local? Quem ocupa-se com o esclarecimento desta pessoa sobre o modo de usar este preservativo se na embalagem há indicações? No entanto, estas indicações não são úteis para a pessoa com deficiência visual, pois ela obviamente não tem acesso as mesmas. Em uma determinada escola, o professor desenvolve com seus alunos uma atividade sobre sexualidade e, injustificavelmente, é comum que deixe de lado o aluno com deficiência e passe esta responsabilidade para um professor especializado, esquecendo-se de que, na verdade, ele é o responsável pelo processo educativo inclusive daquele aluno e de que o professor especializado tem como uma das funções a coconstrução, junto a este professor, de esclarecimentos e estratégias específicas e não a sua substituição.
Os constantes alertas trazidos pelas estatísticas e pela observação da realidade mostram-nos que "as coisas não vão bem" e, por isto e muito mais, torna-se urgente repensar nossa prática profissional e desenvolver o bom-senso, admitindo que a vaidade que impulsiona atitudes inadequadas é tão prejudicial quanto a timidez que sustenta a omissão.
É preciso equipar-se mas não apenas de tecnologias, de informações nas diversas áreas do conhecimento e de estratégias, mas principalmente de sensibilidade para interagir com a diferença se quisermos realmente combater o vírus do preconceito e nos libertarmos da ignorância.